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Governo
Veja o álbum de fotos da 10o Feira Cultural LGBT de São Paulo
Evento ocorreu no dia 3 de junho, no Vale do Anhangabaú, com DJs, artistas, oficinas e expositores
05/06/2010
Em 2009, 198 homossexuais foram assassinados no país. Por esse motivo e pela luta do movimento LGBT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto criando o Dia Nacional de Combate à Homofobia, instituído no dia 17 de maio. A notícia foi dada, em primeira mão, por Mitchelle Meira, coordenadora geral de Promoção dos Direitos de LGBT da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), durante a entrega do 10o. Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, no Sesc Pompéia.
O dia 17 de março é lembrado como Dia Internacional de Combate à Homofobia, em alusão à data em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou da sua lista de doenças o termo homossexualismo, em 1990.
Assassinatos de LGBT “O Brasil é o campeão mundial de crimes contra LGBT: um assassinato a cada dois dias, aproximadamente 200 crimes por ano, seguido do México com 35 homicídios e os Estados Unidos com 25”, alerta o fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), Luiz Mott. O GGB realizou uma pesquisa acerca dos números do preconceito contra este grupo no país e os resultados, aproximados, surpeenderam: em 2009 houve cerca de 200 homossexuais assassinados em todo Brasil, e nos dois primeiros meses desse ano já foram registrados 34 assassinatos. “Estes números são apenas a ponta de um iceberg de sangue e ódio, pois não havendo estatísticas governamentais sobre esses crimes, nos baseamos em notícias de jornal e internet, uma amostra assumidamente subnotificada”, explica Mott. Com o passar dos anos os assassinatos só vem aumentando, na contra mão das diversas campanhas realizadas em todo o país na tentativa de extinguir a discriminação. Em 2007 foram registrados 122 homicídios, que passaram para 189 em 2008 e chegaram a 200 em 2009, um acréscimo de 61 % no ano de 2009 comparado á 2007. Dos 198 assassinatos registrados, 117 eram gays (59%), 72 travestis (37%) e outras 9 eram lésbicas (4%).
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